Policiais que desrespeitam a Lei

imagem ilustrativa
Numa sexta-feira, 23 de dezembro de 2012, por volta de umas 18hs, estava eu passando pela praça da Catedral de Pouso Alegre, encontrei alguns amigos sentados na escadaria da Igreja e por lá parei para conversar. É um hábito comum nesta cidade as pessoas conversarem nos bancos da praça Central e na escada da Catedral.

Bem próximo de nós estavam alguns moradores de rua sentados na escadaria também, achei curioso pois reparei que estavam embrulhando um presente, provavelmente para o Natal. De repente, chegou um carro de polícia com quatro policiais, que parou bem em frente a eles, os policiais foram logo dizendo para eles saírem dali, sem nenhum motivo aparente pois eles não estavam fazendo nada, não estavam fazendo barulho, não estavam fazendo bagunça, não estavam bebendo, somente estavam conversando e embrulhando um presente.

Alguns deles foram saindo, obedecendo a ordem sem sentido dos policiais. Uma moça não saiu de onde estava e um policial chegou perto fazendo pressão e ordenou novamente para sair de lá, ela disse que não estava fazendo nada de errado e que tinha o direito de ir e vir, o policial disse que então prenderia ela por desacato a autoridade, sendo que não houve nenhum desacato. Ela respondeu "prende, me prenda aqui em frente a igreja então!", estendeu os braços para o policial e ele foi algemá-la, eu achei isso um absurdo, me levantei e fui imediatamente em direção a eles.

Perguntei para os policiais por que estavam prendendo ela, eles responderam que era porque ela não saiu quando eles pediram para que saíssem de lá, então comentei que eles não estavam fazendo nada de errado e reparei que não vi, em nenhum momento, os policiais pedirem para eles sair, eles já chegaram mandando, e não vi razão para atitude. Os policiais disseram que eles estavam fazendo bagunça, foram saindo e disseram que se eu continuasse falando iriam me levar também a delegacia.

Quando eu comecei a questionar eles, foi incrível como foram saindo rapidamente e se esquivando do diálogo, eu imagino que eles não teriam argumentos para dialogar. Reparei o nome de um deles e falei em olhando para ele perceber que não somos otários, "Cabo Richard", ele respondeu que sim já entrando no carro para ir embora.

Fica aqui o registro de mais uma ação ridícula da polícia e abuso de poder em Pouso Alegre, Minas Gerais.

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